About Me
Adoro escrever. Escrevo como quem respira...! Ler, andar a pé,declamar poesia,de livros.
O meu ultimo livro a ser editado chama-se "CASCATA DE SÍLABAS" que poderá solicitar à editora Mosaico das palavras ou A MIM... 
 O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...
(ÁLVARO DE CAMPOS)
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 "AS SOMBRAS DA INFÂNCIA" (VÓNY FERREIRA)
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"SUBLIMAÇÃO" Não procures mais a essência dos meus enigmas Como quem busca aturdido Um mundo inexpugnável! É que para além do que faço Há a verdade do que oculto É que para além do que sinto Há a verdade do que penso. Não procures mais decifrar o meu ego nebuloso Como quem me afunda implacável Num rio subvertido e morto... Tal como o vento Sou aquela Que muitos ouviram Mas ninguém viu... Tal como o mar Sou aquela... Que muitos quiseram mas ninguém possuiu! Mais do que "ira" Sou vento Zumbindo numa tempestade qualquer Mais do que estranha... Sou tudo quanto há de sublime NA ALMA DE UMA MULHER! Autoria Vóny Ferreira P.S; Este poema faz parte do livro de poesia intitulado POESIA CONTEMPORÂNEA EM LEIRIA "ACTO DE AMOR" Bebo-te sofregamente numa avidez desconforme Insinuo-me transbordante num riacho de desejo Tatuo no teu corpo a urgência desta fome Com a sede vulcânica que acaba no teu beijo. Os lábios colados incendeiam-se de ardor A flor do meu corpo reabre em efervescência À espera do rio que me inunda as estranhas Onde me entrego a ti, num sublime acto de amor! E tudo recomeça e se resume num instante Como se o mundo lá fora esperasse por nós... Até a noite estrelada de repente adormece, Quando exaustos percorremos novos sonhos, a sós! Autoria: VÓNY FERREIRA "IRREALISMO" Se fores mar... Eu serei rocha. Para ouvir o carpido, da onda que se suicida. Serei folia de golfinho, Que se insurge contra o destino, da flutuante rede que o espreita! Se fores abelha... Eu serei flor. Para descerrar nos montes, Num acenar às estrelas. Num exalar inócuo de perfume, Que se expande nos teus olhos No momento em que me sorves! Se fores sol... Eu serei chuva. Para retalhar a terra infecunda, Evocar o lamento dos esfomeados. Para adubar as sementeiras, A abominável inconsciência Dos que manipulam DESTINOS! Autoria: VÓNY FERREIRA /> " A M A R - T E Amar-te, é um acto de florescimento, Qual rosa despontando na ponta dos dedos Sentir-te... é a sublimação desse desejo Em que me entrego pura e em ti aconteço…! Não sei se és mel,feitiço, ou loucura Se me eternizo nesse teu céu de jasmim Só sei que entre suspiros e grande doçura Eu sou peixe nesse rio, que morre em mim... Vóny Ferreira > “ C O N T R A D I Ç Ã O” Se escorrego no silêncio Esbracejo, protesto ferida Na quietude dos meus gestos. Procuro sedenta as palavras Atropelo vencida a esperança E corro… corro em desatino Fugindo apavorada dos meus medos! Porque me afligem os segredos? Porque me massacra essa ausência? Porque se enaltece e entristece a alma? Nada sei… No entanto… Nem a dor do corpo suaviza Nem a dor da alma se acalma Blasfemo em silencio Renasço nesse silêncio Para logo depois morrer de novo Através do vento que se exalta. É como se fosse uma arvore Morrendo lentamente de pé No topo de uma montanha Ah… se escorrego no silêncio Sinto o corpo dorido e dormente Sinto-me refém de mim mesma Porque às vezes a minha pobre alma Parece chorar em silêncio de contente! Autoria (VÓNY FERREIRA)
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Favorite Books
> "DELÍRIOS POÉTICOS" Vem… O mar espera-nos, numa mansidão de lua reluzente. O corpo aguarda-te com inclemência, Amanhece solarengo nos teus dedos Quando me tocas sofregamente, numa expressividade silenciosa. Vem… O coração nunca mente…! Estou carenciada do teu cheiro! Irremediavelmente dividida ao meio. Metade de mim nem sabe, A razão deste desassossego. Vem... Sente-me em silêncio, não tenhas medo! Sê luz que refulge com teimosia Nos corpos lânguidos de poesia, Que percorrem quietos, o mundo Dos sonhos! Vem… Em metamorfoses que calam os sentidos Com o mesmo despudor, Com que te aproprias de mim, Numa dança descompassada Que me obriga à entrega…! Ah… Entrego-me, assim...apaixonada! Vem… Não te ausentes…! Apaga-me os gemidos, revê-te em mim Como se fosses vela que me incendeia Que se reacende mesmo quando a apagas. Vóny Ferreira > "POEMA DO DESEJO" É na seda dos dedos que o nosso corpo se demora Como rosas florescendo numa tempestade vulcânica É no mar dos olhos que o nosso amor desflora As promessas eternas segredadas em surdina. E nem o oásis se retrai com a tempestade Tão pouco os gemidos deformam os nossos sonhos Por isso amor, entra em mim… à vontade ,
Que eu quero explodir e renascer nos teus braços! Afogar-me nua, nessa cascata que me aquece, Beber o teu amor em cálices de tília que embriaga E mesmo que desfaleça, sei que não esqueces Que as nossas noites, se enfeitam de cavalgadas... Autoria: VÓNY FERREIRA “D I Z – ME…” Nunca te falei dos céus que vi No luminoso altar dos teus olhos Dos rios onde decidida mergulhei Sempre que me quis encontrar Nas profundezas do teu corpo! Amor… Amor…! Porque te amo tanto? Nunca te falei do suave murmurejar Que ouço no timbre da tua voz É como se escutasse fascinada o mar E por magia me transformasse No mais fantástico pôr do sol! Nunca te falei dos pássaros que vi No esplendor dos teus pensamentos Das rosas vermelhas a florescer Sempre que me quis abandonar Na ternura dos melhores momentos! Diz-me… amor… Porque te amo tanto? - Se acaso o amor é cego Diz-me porque me abandono Como lua pronta a explodir? Diz-me… amor… Diz-me porque permito Que me mostres os labirintos A paixão escaldante dos teus olhos? Autoria: (VÓNY FERREIRA)
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"AS ATITUDES FICAM...COM QUEM AS PRATICA!" >
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Vony Ferreira hasn't played any games recently.
Journal
SE QUERES AMAR OS OUTROS... AMA-TE! Não subas a montanha com pressa de perpetuidade sem que primeiro descanses numa qualquer pedra a descrever os caminhos, com a mesma naturalidade, com que o dia encerra a noite. Repara… No seu esgotamento taciturno de fixidez, essa pedra que ignoras, convida-te a esse enamoramento mágico. É uma questão tão arrebatadora, como estares junto de um rio que serpenteia nas escarpas. As visões diferenciadas têm a sua beleza. Lembra-te… Cada passo é uma vitória. Cada dia que desponta preguiçosamente, é o reflexo indubitável da nossa existência. Tudo faz sentido. Até o sofrimento. Porque sem ele não saberias dar valor aos momentos fugazes da alegria. A noite e o dia completam-se. Tal como a chuva e o sol, as lágrimas e o sorriso. Não transgridas a importância de tudo quanto te cerca, porque até uma pedra tem um valor inquestionável, dentro da sua insignificância ancestral. Basta que repares na forma como te olha com o seu olhar raso e granítico, embalando-te com aparente displicência, mas com autenticidade, a mesma… com que recebe as formigas, os vermes. Aprender a aceitar o que temos e o que somos, é meio caminho para que nos conheçamos melhor e por consequência, os outros… Não se arranca um morro à paisagem, mas por certo a paisagem não teria a mesma beleza mítica, se a sua existência tivesse sido ignorada. A beleza está sobretudo dentro de nós e na forma como olhamos o que nos rodeia… Depois dos tombos, dos empurrões, das lágrimas, das decepções, acontece sempre a transfiguração dos nossos medos. Amadurecemos com o mesmo virtuosismo da romã, que vai ao rubro da beleza, sorrindo com os seus gomos, depois das intempéries da natureza. Por isso… hoje, peço-te! Ama-te primeiro, respeita-te, se queres de facto AMAR OS OUTROS!
(VÓNY FERREIRA) NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Registo nº3329/2008
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